|
Ano 5 - Número 29 Fevereiro / Março de 2008
AGORA BASTA

Já tiramos todas as cartas da manga, agora
basta!

Cartão corporativo pagou botox da primeira dama"Cortar na veia ou cortar na véia?" Jorge Roriz os últimos seis meses, o Cartão de Crédito Corporativo do Palácio do Planalto gastou R$ 53.449 reais para a compra de produtos de embelezamento. Os gastos no Visanet Banco do Brasil da Primeira-dama Marisa Letícia incluem a compra de Botox, cujas injeções são usadas para “apagar os efeitos do tempo”.O cartão oficial também serviu para adquirir cremes importados do Leste Europeu, além de cosméticos norte-americanos e franceses. O caso pode ficar feio para o chefão Lula da Silva se vier à tona tal informação que circula nos bastidores do Senado. Mas tudo indica que a informação será abafada oficialmente – como de costume.Suspeita-se que uma parte das despesas com cartões de membros do desgoverno sejam subsidiadas por bancos e financeiras, por debaixo da contabilidade. Também há indícios de que o esquema oficial usa muitos funcionários como “laranjas” para serem responsabilizados pelos gastos nos cartões de gente até que não faz mais parte do time do Palácio do Planalto. O grande problema é que não se consegue provar tais suspeitas. com facilidade.Os pagamentos com cartões corporativos são crimes quase perfeitos. A farra dos gastos é muito mais grave que a irresponsável despesa de R$ 171 mil e 500 reais da ministra Matilde Ribeiro – uma assistente social que comanda a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial desde março de 2003. As compras de Matilde no free shop, bares, restaurantes, padarias, aluguéis de carros e reservas em hotéis de luxo e resorts – denunciadas pela Revista Veja – são uma pontinha do iceberg. Perigo do Botox. A Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo adverte que exagerar na dose ou cair na mão de um profissional inexperiente pode resultar em hematomas, perda de expressão facial, queda das pálpebras e enfraquecimento dos músculos. A toxina botulínica é a substância causadora do botulismo (doença que paralisa a musculatura do corpo).Utilizada em pequenas doses, não é capaz de desencadear a doença, mas sim corrigir alterações relacionadas à contração muscular em determinados locais do corpo.Poder da toxinaA toxina botulínica tipo A (cujo cosmético mais famoso é o BOTOX ® da Allergan) é um complexo de proteínas produzido pela bactéria Clostridium botulinum, que contém a mesma toxina que causa envenenamento alimentar.Quando usada para fins médicos, como uma forma injetável da toxina botulínica purificada, pequenas doses podem bloquear a liberação pelas células nervosas de um químico chamado acetilcolina, o qual sinaliza a contração muscular. Ao interferir seletivamente com a capacidade de contração dos músculos as linhas de expressão são suavizadas e, em muitos casos, ficam praticamente invisíveis em uma semana.Merece exoneração imediataEm 2007, a ministra Matilde Ribeiro gastou 171.500 reais no cartão de crédito pago pelo desgoverno com o dinheiro público.Matilde foi de longe a ministra mais perdulária da Esplanada.Em média, foram R$ 14.300 reais por mês, mais do que seu salário, que é de R$ 10.700 reais.Viajando sempreMatilde jura que só usou o cartão corporativo para pagar despesas de viagens oficiais. No ano passado, pagou 67 contas em hotéis – média de 5,5 contas por mês.Aliás, como a reportagem da Veja mostrou, a moça viaja tanto que deveria ser ministra do Turismo.As despesas básicasR$ 126 000 reais aluguel de carrosR$ 35 700 reais hotéis e resortsR$ 4 500 reais bares, restaurantes e até padariaR$ 460 reais no free shopR$ 4 800 reais despesas diversasTotal = R$ 171 500 reais. Jorge Serrão http://www.alertatotal.blogspot.com/
|