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Ano 5 - Número 31 Junho / Julho de 2008 AGORA BASTA

Já tiramos todas as cartas da manga, agora
basta!

Crivella e a Providência, o desastreO senador Marcelo Crivella, PRB- RJ, criou o projeto Cimento Social. Pré-canditado a prefeito da cidade do Rio de Janeiro criou a proposta eleitoreira de reforma de 780 casas no morro da Providência. Levou o projeto ao presidente lula, que não merece ele maiúsculo,que determinou a liberação de R$ 12 milhões, em recursos do Ministério das Cidades, flagrante ação eleitoreira como é típico no governo lula-pt. Além desta anomalia protecionista, ao amigo do rei e correligionário de vice-presidente, as obras foram encampadas pelo Exército. Caso único no PAC, e/ou similares, em flagrante conúbio com o ministro da defesa Jobim. Para quem não lembra: Jobim foi o engavetador do Supremo, o enrolador do apagão, que não foi resolvido e só pulverizado, é o ministro que quer garantir a perda da soberania nacional sobre a reserva indígena Raposa Serra do Sol... Esta aberração, de desvio e função das forças armadas nacionais, é mais um absurdo eleitoreiro de lula. O exército fez as licitações e contratou empresas de serviços,violento desvio de suas funções. Não há desculpas nem atenuantes para o bárbaro assassinato de três jovens moradores da Providência. Foram entregues aos seus torturadores e matadores, por um tenenteco que disse: "não queria perder minha moral diante da tropa", perdeu a moral diante de todos os brasileiros. O episódio, que é melhor não recontar, já deveria ser esperado uma vez que colocaram o exército no lugar da polícia... Sem dúvida, Crivella, lula, e Jobim são coleguinhas. Cabe, agora, aos cariocas, repudiar a canditadura deste senhor Crivella que usa a máquina governamental para alavancar sua canditadura à prefeitura de nossa cidade. Crivella teve beneses extraordinárias do planalto, do ministério da defesa cometendo crime eleitoral ao fazer propaganda sua com recursos do governo. Sua canditadura deve ser barrada pelo STE para o bem de nossa cidade e do Brasil. O grito dos favelados,ao saírem do enterro dos três jovens, ainda ecoa na alma dos cariocas: "Crivella é pilantra!". Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE-FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO-UFRJ
deventer@uol.com.br

Urge reverter o vácuo demográfico amazônicoA explosiva crise diplomática deflagrada pela ação militar colombiana no Equador coloca para o Brasil o desafio de promover uma imediata e ampla guinada da sua política para a Amazônia, até agora dominada pelo aparato ambientalista-indigenista internacional e sua agenda orientada a promover um vácuo populacional que garantiria a sua condição de "reserva estratégica". Assim, o fato de manter a região subpovoada e subdesenvolvida, evitando o pleno aproveitamento das suas gigantescas potencialidades econômicas, cria o que os estrategistas do aparato oligárquico internacional qualificam como "área de soberania não-efetiva". Embora seja notório o trânsito fácil de elementos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), narcotraficantes comuns, contrabandistas de todo tipo (inclusive de minerais radioativos, como se constatou recentemente) e outros, através das desguarnecidas fronteiras brasileiras, o recente episódio manifestou de forma cabal a necessidade de aumentar a densi-' dade demográfica da zona fronteiriça amazônica, com novas áreas urbanizadas. De início, se impõem duas providências imediatas: uma retomada em profundidade do Programa Calha Norte e a revogação da delimitação em área contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, como sinal de uma mudança paradigmática da política brasileira. O Calha Norte, idealizado em meados da década de 1980, com o intuito de criar núcleos de povoamento da fronteira em torno de instalações militares, foi alvo imediato do aparato ambientalista-indigenista, que não lhe poupou ataques, rotulando-o de "etnogenocida", "anti-índios" e outras sandices. Devido a uma combinação dessas pressões, às crescentes restrições orçamentárias impostas às Forças Armadas e à falta de contrapartidas dos órgãos civis do Governo Federal, o programa nunca atingiu as dimensões pretendidas - descaso que tem custado caro ao País.
Quanto à reserva Raposa/Serra do Sol, fronteiriça com a Venezuela e a Guiana, o Governo Federal, amparado por um mero formalismo legal, pretende despachar para Roraima contingentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança, com o intuito de retirar à força da área demarcada os agricultores que há décadas aí cultivam arroz irrigado, tanto para consumo interno como para exportação para outros estados e para os dois países vizinhos. A operação, determinada desde o ano passado, depois que o Supremo Tribunal Federal rejeitou todos os recursos para a reversão da demarcação contínua, só não foi efetuada ainda devido à recusa das Forças Armadas de participar dela - condição sem a qual a Polícia Federal não se considerava em condições de efetuá-la. Como os produtores e grande parte da própria população indígena (em sua maioria aculturada) já anunciaram a intenção de reagir à tentativa de expulsão, a situação é bastante delicada e exige um nível de compreensão dos interesses estratégicos do País que parece ausente de Brasília. Como um corolário dessa guinada política, é preciso suplantar de vez as ingerências abusivas do aparato ambientalista-indigenista na definição das políticas de desenvolvimento e, em especial, dos projetos de infra-estrutura física imprescindíveis à ocupação e modernização econômica da região. Ao lograrem obstaculizar durante anos ou, mesmo, definitivamente, projetos de usinas hidrelétricas, hidrovias, pavimentação rodoviária e outros, os operativos do aparato, atuando em suas bem financiadas organizações não-governamentais (ONGs), funcionam na prática como elementos de guerra irregular (ou "guerra de quarta geração") muito mais efetivos dó que unidades militares tradicionais, com o agravante de não poderem ser confrontados por meios militares clássicos. Sem modernização econômica e adensamento demográfico, não será possível exercer uma soberania efetiva sobre a Amazônia, deixando a região vulnerável a todo tipo de ameaças externas, inclusive, desdobramentos imprevisíveis de atritos na vizinhança. Lorenzo CarrascoA explosiva crise diplomática deflagrada pela ação militar colombiana no Equador coloca para o Brasil o desafio de promover uma imediata e ampla guinada da sua política para a Amazônia, até agora dominada pelo aparato ambientalista-indigenista internacional e sua agenda orientada a promover um vácuo populacional que garantiria a sua condição de "reserva estratégica". Assim, o fato de manter a região subpovoada e subdesenvolvida, evitando o pleno aproveitamento das suas gigantescas potencialidades econômicas, cria o que os estrategistas do aparato oligárquico internacional qualificam como "área de soberania não-efetiva". Embora seja notório o trânsito fácil de elementos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), narcotraficantes comuns, contrabandistas de todo tipo (inclusive de minerais radioativos, como se constatou recentemente) e outros, através das desguarnecidas fronteiras brasileiras, o recente episódio manifestou de forma cabal a necessidade de aumentar a densi-' dade demográfica da zona fronteiriça amazônica, com novas áreas urbanizadas. De início, se impõem duas providências imediatas: uma retomada em profundidade do Programa Calha Norte e a revogação da delimitação em área contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, como sinal de uma mudança paradigmática da política brasileira. O Calha Norte, idealizado em meados da década de 1980, com o intuito de criar núcleos de povoamento da fronteira em torno de instalações militares, foi alvo imediato do aparato ambientalista-indigenista, que não lhe poupou ataques, rotulando-o de "etnogenocida", "anti-índios" e outras sandices. Devido a uma combinação dessas pressões, às crescentes restrições orçamentárias impostas às Forças Armadas e à falta de contrapartidas dos órgãos civis do Governo Federal, o programa nunca atingiu as dimensões pretendidas - descaso que tem custado caro ao País. Quanto à reserva Raposa/Serra do Sol, fronteiriça com a Venezuela e a Guiana, o Governo Federal, amparado por um mero formalismo legal, pretende despachar para Roraima contingentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança, com o intuito de retirar à força da área demarcada os agricultores que há décadas aí cultivam arroz irrigado, tanto para consumo interno como para exportação para outros estados e para os dois países vizinhos. A operação, determinada desde o ano passado, depois que o Supremo Tribunal Federal rejeitou todos os recursos para a reversão da demarcação contínua, só não foi efetuada ainda devido à recusa das Forças Armadas de participar dela - condição sem a qual a Polícia Federal não se considerava em condições de efetuá-la. Como os produtores e grande parte da própria população indígena (em sua maioria aculturada) já anunciaram a intenção de reagir à tentativa de expulsão, a situação é bastante delicada e exige um nível de compreensão dos interesses estratégicos do País que parece ausente de Brasília. Como um corolário dessa guinada política, é preciso suplantar de vez as ingerências abusivas do aparato ambientalista-indigenista na definição das políticas de desenvolvimento e, em especial, dos projetos de infra-estrutura física imprescindíveis à ocupação e modernização econômica da região. Ao lograrem obstaculizar durante anos ou, mesmo, definitivamente, projetos de usinas hidrelétricas, hidrovias, pavimentação rodoviária e outros, os operativos do aparato, atuando em suas bem financiadas organizações não-governamentais (ONGs), funcionam na prática como elementos de guerra irregular (ou "guerra de quarta geração") muito mais efetivos dó que unidades militares tradicionais, com o agravante de não poderem ser confrontados por meios militares clássicos. Sem modernização econômica e adensamento demográfico, não será possível exercer uma soberania efetiva sobre a Amazônia, deixando a região vulnerável a todo tipo de ameaças externas, inclusive, desdobramentos imprevisíveis de atritos na vizinhança. Lorenzo Carrasco
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